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segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Bezerra de Menezes

O Político

Residia o dr. Adolfo Bezerra de Menezes no bairro de São Cristóvão, da cidade do Rio de Janeiro, por volta de 1860.
Agitara-se a política da capital e a Câmara Municipal tinha como presidente o dr. Roberto Jorge Haddock Lobo, pertencente ao partido conservador, combatido fortemente pelos liberais, embora, pela sua influência, dominasse naquela corporação legislativa.
Todo esse movimento não prendia a sua atenção, porque estava “entregue somente aos misteres de sua profissão e aos negócios de sua família”.
Em certa reunião, em que tomaram parte políticos filiados a ambos os partidos, levantaram a sua candidatura, como representante da paróquia de São Cristóvão, à Câmara Municipal.
Não quis aceitar a indicação, quando lhe foram dar conhecimento da resolução daquela assembléia política. Com a interferência de um amigo, que, em nome de sua amizade o procurou, para modificar a sua primeira atenção, comprometeu-se apenas não fazer uma declaração pública de não aceitar os votos que lhe fossem dados.
Travado o pleito, foi Bezerra de Menezes eleito pelo partido liberal, “cujas idéias abraçava, mas sem alarde”, diz um dos seus biógrafos.
Os seus adversários tentaram arrancar-lhe a cadeira, sob a alegação de que os militares de segunda classe não podiam ser Vereadores.
Tornou-se questão de honra para Bezerra de Menezes a atitude assumida pelos filiados ao partido conservador e assim resolveu a incompatibilidade, requerendo a sua exoneração do cargo de assistente do cirurgião mor do exército.
De meados de 1863 até 1880, com exceção do quatriênio 1869-1873, em que não teve reunião na Câmara – foi ele a cabeça diretora dos negócios da municipalidade.
“Uma coisa se pode, desde já, adiantar, e é que – pela política abandonou a brilhante e proveitosa carreira que seguira, achando-se hoje reduzido ao mais precário estado de fortuna, quando devia ser, pela clínica, abastado capitalista”, diz o seu biógrafo Levy Santos, no seu trabalho “o dr. Bezerra de Menezes”.
Veio assim se confirmar o que lhe previra o seu pai, ao dar-lhe o último abraço: que nunca se envolvesse em política, “para não lhe acontecer o que com ele se dera – ser atirado para um lado depois de haver arriscado a vida e sacrificado a fortuna em bem de um partido”.
Prosseguiu Bezerra de Menezes nas lutas políticas pelo seu partido, “a que se entregara de corpo e alma, quer na imprensa, quer nas lides disciplinares”.
Em 1866 era Bezerra de Menezes eleito deputado, apesar da oposição do ministro Zacarias e dos chefes liberais Souza Franco e Francisco Otaviano.
Mas no parlamento o triunfo era completo. Orador consciencioso e de largos recursos de retórica, “doublé”de analista sutil e honesto das questões públicas, viu-se em pouco cercado da estima e da admiração dos seus pares.
A política – de ordinário tão ingrata – dava-lhe prêmio merecido, mercê dos seus esforços tenazes. Bezerra vencia na vida pública.

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